Tuesday, October 10, 2006

O que resta

Silêncio que mata e que dói, este de te guardar em mim, de te encafuar nas memórias que outrora foram doces com aroma a jasmim.
Silêncio que mói, este de te manter na penumbra, esconder-te do dia e amordaçar-te num segredo. Mas da eterna dúvida de te definir como um cacto ou como um templo grego, resta-me a sombra.
Silêncio que corrói, que me deixa zonza.
Silêncio de ti.
Vem, diz-me que te honrarás.
Revela-te e eu revelar-me-ei,
ou para sempre no silêncio ficarás.

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